sexta-feira, 16 de abril de 2010

Mapas antigos

- MAPA DE HENRICUS HONDIUS, AMSTERDAM, 1630 -

Nova Totius Terrarum Orbis Geographica Ac Hydpographica Tabula Auct. Henr: Hondio.

- Belíssimo (e caríssimo) Mapa Múndi. Perceba que a Europa, África e até a Ásia já possuem seus contornos bem definidos, o que era um feito para a época. A Oceania, o Ártico e a Antártida eram desconhecidos. A América só possuía contornos bem definidos no seu lado oriental (Leste) e algumas porções ocidentais (Oeste). Ricamente ilustrado e com detalhes cartográficos incríveis. VALOR: US$ 14500.00


- MAPA DE GIOVANNI BATTISTA RAMUSIO, VENEZA, 1556 -

- Mapa do Brasil colonial. Perceba que o autor posicionou o Oeste (poente) na lado tradicionalmente ocupado pelo Norte, e o Leste (nascente) no lado tradicionalmente ocupado pelo Sul.

VALOR: US$ 1495.00







- MAPA DE HENDERINE DROGENHAMS, SEM LOCAL DE PRODUÇÃO, DATADO DE APROXIMADAMENTE 1600 -

- O destaque nesse mapa é para o oceano Atlântico, e as partes continentais em evidência são a África Ocidental, a costa sudeste dos EUA, Caribe e América do Sul.

VALOR: US$ 2950.00






MAPA DE JODUCUS HONDIUS, AMSTERDAM, 1606 (1623)
Mais um belo exemplar da fina arte da cartografia do século XVII. O destaque é para o continente americano, embora esteja com algumas erros, só corrigidos nos anos posteriores. Ricamente ilustrado, traz os meridianos, os paralelos (Câncer e Capricórnio), o Equador e algumas ilhas do Oceano Pacífico.

VALOR: US$ 6250.00


MAPA DE NICHOLAS SANSON, PARIS, 1662
Um maravilhoso mapa da região do Amazonas com seus grandes rios tributários e as costas orientais da Cordilheira dos Andes e ricos detalhes das montanhas do Peru, a mais influente das províncias espanholas, indicando ainda algumas das grandes cidades do período. Esse mapa é originário do ano de 1662, da "Edition of Sanson's L'Amerique en Plusieurs Cartes Nouvelles".

VALOR: US$ 295.00

- MAPA DE JAN JANSSON, AMSTERDAM, 1652 -
Um excelente exemplar de um antigo mapa colorido da coleção Jansson's map of the Southern tip of South America. Traz a porção sul da Patagônia, Argentina, e destaca os confins da Terra do Fogo, no extremo sul da América do Sul.

VALOR: US$ 1200.00



MAPA DE RICHARD BLOME, LONDRES, 1670
Um velho mapa do século XVII, em preto e branco, da coleção de Richard Blome. Mostra muitos navios e monstros marinhos nos mares costeiros da América do Sul, e o mais interessante ainda, é a identificação do "The sea of Paraguay" (mar do Paraguay), ao sul do Trópico de Capricórnio. É considerado muito importante por colecionadores por sua raridade e historicidade, item precioso da "English Cartography", especialistas britânicos em cartografia. Foi um dos mais belos exemplares da "Geographical Description Of The Four Parts Of The World", de 1667.

VALOR: US$ 975.00







quinta-feira, 8 de abril de 2010

1ª colisão de partículas no acelerador

A maior máquina do Mundo, o LHC (Grande Colisionador de Hadrões), provocou em Genebra o mais forte choque de sempre entre feixes de partículas para fazer novas descobertas sobre a matéria e a origem do Universo. 30/03/2010.

Uma colisão de feixes de protões a uma energia 3,5 vezes maior do que o recorde alcançado antes foi hoje atingida pelo LHC (Grande Colisionador de Hadrões), a maior máquina do Mundo, tendo provocado uma explosão de aplausos entre as dezenas de cientistas presentes na sala de controlo de todo o processo.

A experiência feita em Genebra, Suiça, pela Organização Europeia de Pesquisa Nuclear (CERN), a que Portugal pertence, vai permitir novas descobertas sobre a matéria, mas a grande ambição dos dez mil cientistas envolvidos no maior acelerador de partículas de sempre é provar a existência do Bosão de Higgs, a partícula que pode explicar tudo o que constitui o Universo.

Por isso, muitos destes cientistas falam mesmo no início de "uma nova era para a Ciência". Mas os primeiros resultados concretos do que se passou hoje no túnel circular de 27 km de perímetro, onde dois feixes de protões mais finos que um cabelo humano foram movimentados em direcções opostas quase à velocidade da luz até entrarem em choque, só poderão ser conhecidos dentro de meses ou mesmo anos de paciente análise dos dados recolhidos na experiência pelos gigantescos detectores do LHC.

À procura do Bosão de Higgs

"As maiores descobertas só terão lugar quando formos capazes de registar milhares de milhões de eventos ao nível sub-atómico e de identificar entre eles os poucos que poderão representar um novo estado da matéria ou novas partículas", explicou à BBC News Guido Tonelli, porta-voz da equipa do detector CMS. Este é precisamente o detector do LHC que vai procurar o Bosão de Higgs.

Portugal tem 22 físicos envolvidos no CMS, que pertencem ao Laboratório de Instrumentação e Física de Partículas (LIP) e ao Instituto Superior Técnico. A maior participação portuguesa foi a construção do Sistema de Aquisição de Dados do detector ECAL (Calorímetro Electromagnético), que tem um papel fundamental em todo os estudos de física relacionados com a detecção de electrões e fotões, e em especial na possível descoberta do Bosão de Higgs.

Falta descobrir 96% do Universo

Mesmo assim, se pela primeira vez for detectado o Bosão de Higgs em resultado destas colisões, ficaremos a conhecer apenas 4% do Universo, isto é, o Universo visível. Falta descobrir os outros 96% - aquilo a que os cientistas chamam de matéria e a energia escuras, porque sabem provar a sua existência mas não conseguem detectá-las com a tecnologia e os instrumentos disponíveis.

Quando o LHC arrancou, em 10 de Setembro de 2008, o director-geral do CERN, Rolf-Dieter Heuer, afirmou em entrevista ao Expresso: "Espero que este acelerador de partículas dê as primeiras pistas sobre aquilo a que eu chamo Universo escuro, em particular a matéria escura, que representa 23% do total. E se o conseguir será, obviamente, um grande avanço para a Ciência".

Hoje, Rolf Heuer retomou este prognóstico, ao declarar aos media que "o LHC tem uma oportunidade real, nos próximos dois anos, de desvendar a composição de cerca de ¼ do Universo".

Avaria 9 dias depois da inauguração

O gigantesco acelerador de partículas, que custou mais de 4000 milhões de euros, avariou-se nove dias depois do seu arranque, tendo ficado parado até Maio de 2009. Na altura o Expresso apurou que a avaria se deveu à falta de tempo para testar todos os sectores do LHC, já que havia pressões políticas para acelerar a sua inauguração, devido aos sucessivos atrasos no projecto que ameaçavam a credibilidade do CERN e da própria ciência europeia.

Em 20 de Novembro de 2009 as experiências foram retomadas e, depois de uma pequena paragem técnica, os feixes de partículas voltaram a circular no LHC a 28 de Fevereiro de 2010. Agora os planos do CERN apontam para que o acelerador funcione durante os próximos 18 a 24 meses, mas com uma nova paragem técnica para manutenção no final deste ano.

Os cientistas esperam que a liberação maciça de energia causada pelo choque das partículas seja capaz de recriar as condições que existiam no universo imediatamente após o Big Bang. Alguns cientistas mais medrosos acreditam acreditavam que o experimento poderia criar um buraco negro que iria sugar a Terra, a Lua, o Sol e toda a galáxia.


quinta-feira, 1 de abril de 2010

A Geografia do Mundo Bíblico

Segundo Netta Kemp de Money: "A Geografia Bíblica ocupa-se do estudo sistemático do cenário da revelação divina e da influência que teve o meio ambiente na vida de seus habitantes".

A Geografia Bíblica, portanto, é uma disciplina muito importante, pois auxilia a todos que querem conhecer melhor a História Sagrada e o texto bíblico através de esclarecimentos quanto aos grupos humanos, as características físicas, os recursos econômicos e as transformações políticas das diversas regiões citadas na Bíblia. Além disso, ela nos permite localizar e situar os relatos bíblicos no espaço em que estes ocorreram, auxiliando-nos na reconstrução dos eventos.

Assim, por exemplo, conhecendo a Geografia Bíblica, podemos compreender melhor os séculos de conquista de Canaã pelos israelitas, já que seremos capazes de identificar as características culturais e localização dos diversos povos que habitavam as diferentes regiões da Palestina no momento da chegada dos hebreus; apontar os variados acidentes físicos que dificultavam os deslocamentos; localizar, no mapa, os locais de batalhas etc.

sábado, 27 de março de 2010

GRÉCIA - ARTE E LITERATURA


HISTÓRIA DA ARTE E DA RELIGIÃO GREGA, MITOLOGIA


A civilização Grega deve aos povos indio-europeus, helenos, aqueus, dórios entre outros, os aspectos mais originais de sua literatura. Foram deles a primeira criação poética, a criação dos deuses e de suas lendas, conhecidas até hoje. Como exemplo pode-se citar os poemas homéricos, que fazem referência ao povo aqueu.

Ao longo de sua história, a literatura grega teve várias fases e gêneros e, por isso, geralmente é, dividida em três grandes gêneros:
Poesia épica ou epopéia: conta a história dos heróis e suas façanhas;
Poesia Lírica: possuí origem nos antigos hinos, que eram dedicados aos deuses;
Teatro: tem o objetivo de emocionar o público, fazendo-o acreditar de que tudo o que acontece durante a peça também pode acontecer na vida real.

Além dessas três divisões temos ainda:

a didática (cujo maior representante foi Esopo, que escreveu cerca de 400 fábulas, nas quais ensinava sobre os valores negativos e positivos e sobre o bem e o mal. A obra de Esopo, que muitas vezes era ilustrada com animais, que tinham as virtudes e os defeitos do homem, influenciou as fábulas romanas e as de La Fontaine),
a filosofia (sendo as figuras de Platão e Aristóteles os maiores destaques)
a história (que tinha o objetivo de salvar do esquecimento os motivos das guerras e os feitos heróicos dos gregos. Os autores que mais se destacaram foram Heródoto, Tucídides e Xenofonte);
e a eloqüência (tendo em Demóstenes o seu maior representante).
Esses gêneros não fazem parte do objetivo inicial deste estudo, e, por isso, não receberão o devido e merecido destaque

sexta-feira, 19 de março de 2010

terça-feira, 9 de março de 2010

Movimento de Rotação da Terra


O movimento de rotação da Terra é o movimento giratório que o planeta Terra realiza em volta de um eixo imaginário, no sentido contrário aos ponteiros do relógio (ou anti-horário ou ainda sentido directo) para um referencial observando o planeta do espaço, sobre o pólo Norte. Podes observar esse movimento na figura ao lado.
O período de rotação, ou seja, o tempo que a Terra demora a executar uma volta completa sobre si mesma, corresponde à duração de um dia e é de 23 horas 56 minutos 4 segundos e 9 centésimos. (23h56m04,09). É usual aproximar este valor às vinte e quatro horas.
Este movimento da Terra em volta do seu eixo imaginário tem as suas consequências.
  • A sucessão dos dias e das noites (se a Terra não girasse, era sempre de dia, na parte virada para o Sol, e sempre de noite, na parte escura).
  • O movimento aparente do Sol, durante o dia (Nós falamos em nascer e pôr do Sol, observando o seu movimento ao longo do dia - movimento este que não existe, pois o Sol está fixo no centro do Sistema Solar e a Terra é que roda).
  • O movimento aparente das estrelas, durante a noite (pela mesma razão acima).
  • A variação da obliquidade dos raios solares, num mesmo lugar, ao longo do dia (ao longo do dia, os raios solares apresentam diferentes inclinações, em relação à superfície da Terra).