quinta-feira, 29 de maio de 2008

Monte Carmelo:


Jos. 12 : 22 ; 19 : 26 ; I Reis 18 : 19-42 ; II Reis 2 : 25 ;
4 : 25 ; Am. 1 : 2 ; Naum 1 : 4.
Monte Carmelo é uma montanha na costa de Israel, com visão para o Mar Mediterrâneo. A cidade de Haifa localiza-se parcialmente sobre o Monte Carmelo, além de algumas outras pequenas cidades como Nesher e Tirat Hakarmel.
Local onde se deu o duelo espiritual entre Elias e os profetas de Baal. Foi quando Elias provou que o Deus de Israel era o verdadeiro Deus e não Baal.

Monte das Oliveiras:


A oliveira é, pela primeira vez, mencionada em Gn 8.11, quando a pomba voltou para a arca de Noé com um ramo daquela árvore. Havia na Terra Santa muitas oliveiras, quando os israelitas tomaram posse dela (Dt 6.11) - e acham-se associadas com as vinhas como sendo uma fonte de riqueza (1 Sm 8.14 - 2 Rs 5.26). As azeitonas eram colhidas, batendo a árvore, ou sacudindo-a (Dt 24.20) - e era destinada para os respigadores uma parte (Êx 23.11). o azeite era extraído, esmagando ou pisando o fruto (Êx 27.20 - J12.24 - Mq 6.15). Há referência ao uso da madeira de oliveira em 1 Rs 6.23 - e ainda se emprega na Palestina em obra de gabinete. Uma coisa tão conhecida era naturalmente empregada como símbolo. Um homem justo é comparado à oliveira por causa da sua verdura e da sua abundância (Sl 52.8 - os 14.6), e os seus filhos são descritos como ramos de oliveira (Sl 128.3). Elifaz diz dos maus: ‘E deixará cair a sua flor, como a oliveira’ (Jó 15.33), referindo-se à maneira como algumas vezes as flores caem abundantemente da árvore. o fruto da oliveira, no seu estado silvestre, é pequeno e sem valor - mas torna-se bom e abundante quando na silvestre se enxerta um ramo de boa árvore. Paulo serve-se desta circunstância de um modo admirável para mostrar aos gentios os benefícios que haviam recebido do verdadeiro israel (Rm 11.17) - é contrário à natureza, diz ele, enxertar um ramo silvestre num tronco de boa árvore.


Lucas 22:39 E, saindo, foi, como de costume, para o monte das Oliveiras; e os discípulos o acompanharam.

terça-feira, 27 de maio de 2008

Dia Nacional da Mata Atlântica


Dia 27 de maio é o Dia Nacional da Mata Atlântica. Cientificamente, o nome dela é “Floresta Ombrófila”. Atualmente, ela é irregularmente distribuída pela costa atlântica brasileira, entre o Rio Grande do Sul (município de Torres) e o Rio Grande do Norte e tem 1,5 milhão de km².
A Floresta Atlântica é uma formação vegetal higrófila (de ambiente úmido), perene (sempre verde), densa (com muitas árvores por metro quadrado) e heterogênea (com muitas espécies vegetais distintas). Embora represente apenas 7% da floresta original que cobria cerca de 100 milhões de hectares praticamente contínuos, ainda é um vasto território, equivalente ao da França e Espanha juntas. Riquezas naturais - A Mata Atlântica é a mais rica entre as florestas tropicais úmidas do planeta, considerada o santuário ecológico mais pródigo da Terra e corresponde a um dos ecossistemas mais ameaçados no mundo. Apresenta, de fato, números impressionantes: reúne 15% de todas as formas de vida animal e vegetal do mundo; o número de espécies de aves - mais de 650 identificadas até hoje – é maior que o catalogado em toda a Europa.Em sua extensão remanescente, encontram-se cerca de cinco mil espécies vegetais, muitas ameaçadas em sua sobrevivência - palmito, canela-preta, pau-brasil, virola e braúna, por exemplo. Concentra também um dos maiores números de epífitas já catalogadas pela ciência, dentre estas, espécies que ainda não foram descritas, destacando-se raríssimas orquídeas, bromélias, pteridófitas, piperáceas, cactáceas, entre outras. É uma das regiões com maior índice de endemismos do mundo.

sábado, 24 de maio de 2008

25 de Maio: Dia de África


No dia 25 de maio de 1963, 32 chefes de Estado africanos se reuniam contra a colonização e subordinação a que todo um continente repetidamente foi submetido durante séculos. Colonialismo, neocolonialismo, "partilha da África". Os termos mudaram ao longo do tempo, mas os africanos viam suas riquezas naturais e humanas sendo roubadas por povos que se consideravam superiores. Na reunião de 1963, em Adis Abeba, capital da Etiópia, esses líderes criaram a OUA (Organização da Unidade Africana), hoje a União Africana. Dada a importância daquele momento, o 25 de maio foi instituído pela ONU (Organização das Nações Unidas), em 1972.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Oriente Médio:


O Oriente Médio está localizado na Ásia, o maior continente e o mais populoso. Ele é formado pela parte asiática do Egito - país predominantemente africano, países da península arábica - Israel, Jordânia, Síria, Líbano, Iraque, Irã; Chipre - país insular, que ocupa grande parte de uma ilha no Mediterrâneo, e pela Turquia – que embora possuindo uma parte de seu território na Europa, é considerado um país asiático.
Apresenta uma grande diversidade no quadro natural e em suas populações. A maioria é constituída por povos de origem árabe, mas possui judeus, turcos, curdos , gregos e palestinos.
Esta região é um ponto de convergência das três grandes religiões da atualidade: cristianismo, judaísmo e islamismo, e é marcada por conflitos políticos e religiosos que só podem ser compreendidos à luz da realidade histórica e geográfica.
O Oriente Médio possui uma grande importância política e econômica no mundo atual por sua posição estratégica no globo e por suas reservas de petróleo.
Embora o Oriente Médio fosse controlado pelo Império Turco-otomano até o final da primeira Guerra Mundial, a Inglaterra mantinha um intercâmbio comercial. Impôs seu domínio sobre toda a faixa litorânea da península Arábica, sem se descuidar dos pontos críticos da rota terrestre para a Índia, importante colônia inglesa.
Com o fim do Império Otomano, os territórios sob seu domínio foram fragmentados. A Palestina que foi conquistada em 1516 pelos turcos-otomanos, foi conquistada em 1917 pela Inglaterra até a formação do Estado de Israel em 1948. A Siria – nome anteriormente aplicado ao conjunto da área da Siria atual, Israel-Palestina, Libano, Jordânia, e que foi conquista otomana em 1516, tornou-se ocupação britânica em 1918, Estado árabe-independente entre 1918-1920 e de ocupação francesa em 1921. Os países: Barein, Iemem Iraque, Kuweit, Omã,Pérsia Catar e a Transjordânia passaram para o comando da Inglaterra. Creta foi incorporada à Grécia em 1913 e o Líbano ficou sob o domínio francês.
A França também tomava posição na região desenvolvendo um comércio no Egito, Siria e Líbano. Enquanto isso, a Inglaterra se expandia principalmente no Iraque e na Pérsia – atual Irã. Sua penetração defrontou-se com os interesses do império russo em expansão. A rivalidade anglo-russa na Pérsia, acirrada com as descobertas de petróleo em 1901, levou à assinatura de um tratado que estabeleceu zonas de influência ao norte e ao sul e uma faixa neutra intermediária.
Depois da Primeira Guerra Mundial, embora os britânicos transformassem a Síria num reino independente, a França conseguiu assegurar seu mandato sobre a região, dividindo-a em duas partes: Síria propriamente dita, com capital em Damasco, e Líbano, com capital em Beirute.
A Transjordânia – atual Jordânia e a Siria formavam uma unidade político territorial, até que a França reclamou seus direitos sobre a Síria, em 1921. O Reino Unido passou a reivindicar seu mandato sobre a Transjordânia - única via de escoamento para o Mediterrâneo - do petróleo que explorava no Iraque, além de conservar ininterrupta a rota terrestre para a Índia. Em 22 de março de 1946, a Inglaterra reconheceu a independência da Transjordânia, reservando-se o direito de manter forças militares no país, mantendo na prática, sua condição de protetorado.
A Segunda Guerra Mundial não mudou a situação. Ao contrário, em 1945, lideranças autonomistas criaram a Liga Árabe, reunindo a Argélia, Egito, Arábia Saudita, Iraque, Jordânia, Iemem, Síria e Líbia. A ONU – Organização das Nações Unidas, criuo condições em 1947 para o surgimento do Estado de Israel, gerando o que ficou conhecido até o final do século, como a Questão Palestina.
Somente após 1940, os ingleses e franceses foram afastados do Oriente Médio, o que legitimou o surgimento dos novos estados. Assim, com exceção de pequenos países da península Arábica, independentes após 1971, a maior parte dos países do Oriente Médio obteve sua independência do Reino Unido e da França após a década de 40.
Os anos seguintes reuniram, dividiram os árabes no enfrentamento às potências capitalistas. Alguns, como o Iraque, aproximaram-se da URSS. Outros, como o Irã, foram aliados dos norte-americanos por mais de duas décadas. Uniram-se e dividiram-se para enfrentarem Israel. Outras vezes, os árabes entraram em conflitos entre si. No entanto, as reservas petrolíferas, estratégicas para o capitalismo internacional, têm servido para criar um permanente estado de desconforto e conflitos na região. Dividir árabes ou estimular conflitos entre eles têm sido a principal arma.